O que fazer com os móveis que não quero mais?

Você mora numa casa ou apartamento grande e vai se mudar para um imóvel menor? Numa situação dessas deve estar se perguntando sobre o que fazer com vários móveis e objetos que talvez não caibam na nova residência.

Hoje em dia, praticamente tudo pode ser ajustado. Sofás, estantes, mesas de centro, todos móveis podem ser reaproveitados, indicam especialistas (Fotos: Divulgação)

Para o arquiteto Gustavo Paschoalim, o ideal é começar fazendo um levantamento minucioso de todos os itens que compõem o mobiliário e a decoração da casa atual. “Feito isso, começamos o trabalho de estudo de layout a ser adotado no novo imóvel”, explica.

O arquiteto Augdan Oliveira Leite concorda. Segundo ele, tendo em mãos o layout geral da planta do imóvel, deve-se separar o que cabe e o que não cabe na nova casa. “Se isso não for feito, muita coisa vai ficar para fora na hora da mudança e você terá dor de cabeça. Com o layout na mão é possível ver onde vai ficar cada coisa”, explica.

Segundo Paschoalim, caso os acessórios combinem com a decoração do novo lar, podem ser aproveitados praticamente sem problemas. Ele diz que, hoje em dia, praticamente tudo pode ser ajustado – sofás, estantes, mesas de centro. Porém, muitas vezes o custo-benefício não é tão bom. “Em certos casos, o cliente tem um apego tão grande ao móvel ou à peça que, mesmo não valendo à pena, decide fazer os ajustes necessários.”

Paschoalim cita o exemplo de um cliente que tinha uma mesa de madeira de demolição que não cabia na casa nova. “Ela acabou virando uma moldura de espelhos que fica apoiada na parede e ficou fantástica.”

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No caso dos móveis de melhor qualidade pode-se optar por repintura. A laca é um bom exemplo

Augdan explica que também é possível fazer adptações em armários embutidos. Mas, neste caso, a ajuda de um marceneiro é fundamental. “Dependendo de como foi instalado, tem como adaptar”, explica.

Compensa reaproveitar?

Mas na opinião da arquiteta Laurimar Coelho, com exceção dos móveis com medidas padrão, como cadeiras, mesas, camas e alguns sofás, não compensa reaproveitar itens embutidos ou feitos sob medida. “Você vai gastar com mão de obra de marceneiro para desmontar, transportar, adaptar e remontar a peça, o que pode ficar quase o mesmo preço de uma peça nova com um acabamento mais simples”, calcula.

Segundo ela, alguns móveis mais antigos feitos com madeiras reforçadas até podem apresentar um resultado satisfatório. “Mas muitos móveis hoje em dia são feitos de aglomerados ou MDF e, na remontagem, podem apresentar alguns defeitos”, explica a arquiteta.

Ao vender móveis e objetos de decoração para lojas de móveis usados, a desvalorização no valor pode chegar a 70%

Laurimar salienta que a refixação de dobradiças e puxadores pode ser comprometida, pois essas madeiras não são resistentes e ficam mais frágeis a cada furação.

 

No caso dos móveis de melhor qualidade pode-se optar por repintura. A laca é um bom exemplo. Mas também representa um custo extra. Vale salientar que o transporte das peças deve ser bem planejado, pois danos como riscos ou madeira lascada exigem recuperação posterior para resgatar a aparência, o que gera mais gastos.

“Até mesmo para os móveis com medidas padrão devemos ter cuidado. Um sofá que ficava muito bem na sala do antigo apartamento pode se tornar um estorvo no novo imóvel, impedindo a circulação ou até mesmo pode não entrar no elevador, exigindo gastos com içamento”, adverte Laurimar.

Venda ou doação

Laurimar lembra que, se for necessário se desfazer de alguns objetos, há muitas lojas especializadas na compra de móveis usados, em especial na região central de São Paulo. Mas, em geral, não aceitam peças sob medida ou embutidas. Por outro lado, apreciam sofás, cadeiras, mesas, poltronas, bufês e cristaleiras.

Há também inúmeras entidades beneficentes que aceitam doações e se encarregam até mesmo do transporte dos objetos

Augdan adverte que, ao vender móveis e objetos de decoração para lojas de móveis usados, eles perdem cerca de 70% do valor. “O ideal é anunciar e vender direto ao consumidor final. Se quiser vender rapidamente, chame todos os amigos e familiares para um bazar e ofereça um chá. Tenho um amigo que ia se mudar para outro país e vendeu quase tudo em três dias.” Nesse caso, Augdan estima que a perda de valor seja da ordem de 40% a 50%.

Mas, se você não quiser vender os móveis, saiba que há também inúmeras entidades beneficentes que aceitam doações e se encarregam até mesmo do transporte dos objetos. Laurimar cita como exemplos as Casas André Luiz (www.andreluiz.org.br) ou Exército de Salvação (www.exercitodoacoes.org.br).

 

Fonte: ZAP

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