Crédito imobiliário deve crescer em 2014

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Estimativa do Secovi é que, somente na cidade de São Paulo, haja demanda anual por imóveis novos residenciais da ordem de 30 mil a 35 mil unidades (Foto: Banco de Imagens / Think Stock)

Apesar das incertezas em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), as ameaças de alta da inflação e da taxa básica de juros (Selic), o crédito imobiliário deve manter o ritmo forte de 2013 e crescer ainda mais em 2014.

Segundo o presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Octavio de Lazari Junior, o financiamento imobiliário com recursos da poupança crescerá de 15% a 20% em 2014.

Para ele, a expansão do crédito até o próximo mês de dezembro será sustentada pelo apetite dos bancos pela carteira imobiliária, associada à recuperação das empresas de construção e boas condições de emprego e renda da população.

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“Prevemos um crescimento de 15%, que é uma perspectiva moderada. Eu acredito que avançaria até 20%”, disse.

Já para 2013, o executivo ainda afirmou estimar que o crédito imobiliário para compra e construção de imóveis ultrapasse os R$ 100 bilhões em todo o país. Caso o volume seja confirmado, apresentaria um crescimento de 20% em relação a 2012, quanto totalizou R$ 82,76 bilhões. Estes dados contabilizam apenas os recursos oriundos da poupança.

Para os especialistas do setor, há ainda outros fundamentos importantes que também mostram que a demanda para a indústria imobiliária brasileira continuará em alta em 2014.

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Segundo o Secovi-SP (sindicato de habitação), os casamentos e os divórcios também têm impulsionado o crédito nacional, já que se consolidam em 1 milhão de cerimônias ao ano, período em que também acontecem cerca de 280 mil separações.

“Só esses dois acontecimentos indicam a necessidade de centenas de milhares de moradias por ano no país”, diz parte do texto do último levantamento da entidade sobre o mercado.

A estimativa do sindicato é que, somente na cidade de São Paulo, haja demanda anual por imóveis novos residenciais da ordem de 30 mil a 35 mil unidades.

Outro indicador que estimula a saúde do financiamento habitacional é a taxa de inadimplência, que gira em torno de 1,4% dos contratos com garantia por alienação fiduciária. Segundo o Banco Central, o segmento de imóveis tem o menor calote entre todos os produtos bancários.

No entanto, apesar do forte crescimento nos últimos anos, o saldo de crédito imobiliário em relação ao PIB nacional atingiu 7,9% em agosto deste ano, ainda baixo em relação a outras economias emergentes, como Chile e México, por exemplo.

Fonte: ZAP

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