Consumo reduzido é maneira de economizar energia e dinheiro

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Nos tempos áureos do consumo desenfreado, chegar em casa, ligar todas as lâmpadas e usar simultaneamente os eletrodomésticos era rotina. A onda de sustentabilidade, de biocombustíveis e aquecimento global aumenta a necessidade de evitar desperdícios. De olho nessas transformações, que atingem diretamente o bolso e a consciência dos consumidores, a indústria se adiantou e já traz inovações  em todas as áreas, com produtos cada vez mais eficientes.

Dentro de casa, a maioria das despesas em economia não é contabilizada a curto prazo. Lâmpadas, eletrodomésticos e sistemas de aquecimento e automação exigem investimentos consideráveis, mas a queda no consumo é certa. O que vale mesmo é aplicar, no cotidiano, a equação conforto e sustentabilidade no modo de viver.

 

 

Selo do Procel (à esquerda) e do Inmetro, que identificam produtos com consumo reduzido

Como identificar um produto econômico?

Atualmente, a maior parte dos eletrodomésticos possui o selo de eficiência fornecido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO). “É ele que indica se o produto é realmente econômico em sua categoria”, explica Leonardo Rocha, diretor do órgão e responsável por classificá-los. Quando o equipamento recebe o conceito “A”, ele está entre os mais econômicos. Na atualidade, lâmpadas fluorescentes, refrigeradores, aparelhos de ar-condicionado, máquinas de lavar, fogões e aquecedores a gás, entre outros, são obrigados a exibir o selo. Além disso, periodicamente, o Inmetro reajusta a escala, com critérios mais rígidos.

É possível economizar em todos os ambientes?

Sim. Existem eletroeletrônicos que exigem menos consumo e tempo para realizar tarefas. É o caso das lava-louças. Se antes eram conhecidas como vilãs, os modelos atuais superam até a lavagem manual em economia de água e sabão. “Os aparelhos estão mais econômicos por uma exigência dos usuários, e a indústria antecipa essa tendência”, explica Rodrigo Azevedo, gerente geral de estratégia do grupo Whirlpool. Há, ainda, produtos que evitam o desperdício, como torneiras e válvulas que usam racionalmente a água. Outra forma de economizar está na estrutura da casa, que pode ser construída para privilegiar o aproveitamento de luz natural, água e materiais, como as esquadrias de PVC, que isolam melhor a temperatura interna, o que diminui os gastos com aquecedores e condicionadores de ar.

Além de ser a única no mercado que funciona a gás, a secadora Brastemp Duet controla o nível de secagem para conciliar economia, tempo e preservação das roupas

Quais são os vilões do consumo em casa?

Você já imaginou a casa sem chuveiro ou ferro de passar? Pois bem, não há um produto específico considerado um problema ou que passa a ser descartado do cotidiano por consumir muita energia. Entretanto, segundo Leonardo Rocha, há, sim, um “vilão” dos gastos com energia: o “stand by”, que mantém os aparelhos em espera, prontos para funcionar com um toque no controle remoto. Nesse estado, o aparelho opera com menor consumo, mas, “em alguns casos, estudos indicam que essa função responde por até 30% do gasto”, esclarece Rocha. A recomendação é não usá-lo.“O próximo passo do Inmetro é buscar um selo para o estado de espera”, completa.

Sistemas automatizados gastam mais energia?

Ao contrário do que possa parecer, é possível economizar energia com a instalação de sistemas automatizados. Helio Sinohara, sócio-diretor da empresa de automação Future House, explica que as novas tecnologias de controle residencial podem gerar economia porque controlam gastos desnecessários, como lâmpadas acesas em cômodos vazios, ou que ficam ligadas durante o dia, enquanto o morador viaja ou trabalha. É preciso levar em consideração o tamanho do imóvel, para avaliar a real vantagem que esse sistema representa. “Há casos em que o gasto energético supera o investimento em automação para conciliar economia, conforto e segurança para a casa.”

Vencedor do prêmio Procel de eficiência energética, o sistema de aquecimento solar Solarem, da Tuma Industrial, economiza até 70% no aquecimento de água

O investimento nesses aparelhos tem retorno rápido?

A economia gerada é capaz de compensar, em pouco tempo, o investimento feito pela troca do aparelho. “As geladeiras são exemplos claros dessa relação. Em certos modelos, o consumo de energia caiu pela metade em relação a dez anos atrás”, explica Rodrigo Azevedo.

 

Qual fonte de energia é mais vantajosa?

De um modo geral, a energia elétrica é a opção mais viável para a maioria dos aparelhos domésticos. Entretanto, o gás encanado tem se tornado uma boa opção para os aquecedores e fogões, principalmente nos grandes centros, por ser mais barato que a energia elétrica. Outra saída é a energia solar, que custa apenas a compra e a instalação do sistema. Pelo menos para o aquecimento de água, as tecnologias já permitem reduzir consideravelmente o consumo de gás e eletricidade.

 

Fonte: Portal Decoração

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